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Festa Junina – Origem e Benefícios para Educação e Sociedade

 

Origem

A Festa Junina está diretamente relacionada a comemorações de importantes figuras do catolicismo, Santo Antônio (homenageado dia 13 de junho), São João (dia 24) e São Pedro (dia 29), porem esta não é sua verdadeira origem.

Segundo historiadores, as origens da festa junina estão diretamente relacionadas a festividades pagãs realizadas na Europa Medieval (entre os séculos V à XV) na passagem da primavera para o verão, momento conhecido como Solstício de Verão. Enormes fogueiras eram realizadas celebrar o solstício e para afastar maus espíritos e qualquer praga que pudesse atingir a colheita.

 

Com a consolidação do Cristianismo na Europa, estas festas pagãs cultuadas por vários povos começaram a ser cristianizadas pela Igreja, facilitando a conversão de diferentes povos para o cristianismo. Assim Igreja inseriu a homenagens a estes santos nesse período de solstício relacionando este período a comemorações cristãs.

 

O começo da festa junina no Brasil remonta ao século XVI. As festas já eram tradições bastante populares em Portugal e Espanha, e por isso, foi introduzida durante a colonização. Quando introduzida por aqui, era conhecida como festa joanina, em referência a São João, mas ao longo dos anos teve o nome alterado para Festa Junina, em referência ao mês no qual ocorre, junho. Com o crescimento da festividade acontecendo, sobretudo no Nordeste, a festa perdeu o forte tom religioso e começou a ser vista por muitos como uma festa típica das zonas rurais.

 

Benefícios para a Educação e Sociedade

A Festa Junina faz parte do calendário escolar, e sua realização na escola é um elemento pedagógico importante para a formação dos estudantes, além de valorizar os aspectos culturais de diferentes regiões como os costumes, danças, comidas típicas e roupas tradicionais, contribuindo para a desconstrução de certos estereótipos veiculados socialmente.

 

Para os alunos a festa é um momento para o desenvolvimento de atividades lúdicas, constituindo em uma valiosa fonte para que os professores ensinem conteúdos relativos a diferentes disciplinas, como geografia, historia e artes

 

Trabalhos entre os jovens com elementos culturais e de diferentes regiões permitem desenvolver a empatia e a noção de alteridade, bem como a tolerância dos estudantes. Essa ação em conjunto promove integração dos alunos e o desenvolvimento de habilidades de socialização. Assim como as atividades lúdicas são fundamentais para fomentar a sociabilidade das crianças.

 

Em razão do processo massivo de urbanização ocorrido no Brasil, é muito comum que tantos as crianças como os adultos tenham pouco ou nenhum contato com as pessoas que vivem no campo. Esse distanciamento, associado a estereótipos tendem a falsear as características e o comportamento dos cidadãos que moram em zonas rurais.

 

A festa junina é um momento valioso para descontruir esta ideia, de modo a retirar os elementos caricatos do personagem caipira, trazendo a realidade do homem do campo, podendo enfatizar como, por exemplo, a importância como produtor de alimentos e como potencial preservador de recursos naturais.

 

A festa junina também pode ser o espaço para a inserção de competências e habilidades da Base Nacional Comum Curricular – BNCC, as quais, segundo documento, devem ser estimuladas tanto dentro quanto fora da sala de aula, incluindo os eventos e as atividades culturais promovidos pela instituição escolar.